Cristãos em todo Egito estão experimentando um acentuado aumento de ataques contra eles. Essa nova onda de perseguição vem junto com a tentativa do governo para dispersar os manifestantes pró-presidente Morsi. Pelo menos 250 pessoas foram mortas e 1 mil feridas em ataques recentes. Depois que centenas de pessoas foram mortas em protestos, o país declarou estado de emergência.
Quarenta igrejas foram atacadas e incendiadas. Três delas ficam em Minya, duas em Fayoum e um em Sohag. No mesmo dia, empresas que ficam em Sohag e Assuit e cujos donos são cristãos em foram alvo de muçulmanos radicais. Um convento chamado Al Raai Al Saleh em Suez também foi incendiado.
No meio do caos, cristãos egípcios ainda podem ver a mão de Deus no trabalho. De acordo com um colaborador da VdM, um centro de treinamento para líderes religiosos, chamado Bom Pastor e que fica na cidade de Suiz, foi cercado por uma multidão de membros da irmandade muçulmana formada por radicais. Mulheres e crianças estavam refugiadas no local e, graças a Deus, conseguiram fugir antes que o fogo tomasse todo o prédio.
Fontes relatam que Mohammed El Beltagy, líder da irmandade, disse que “as operações contra os cristãos está apenas começando.” Rotineiramente essa ordem muçulmana ameaça cristãos realizando protestas contra eles. Um dos cooperadores da VdM no local afirma que esse grupo de líderes muçulmanos busca criar uma sedição entre muçulmanos e cristãos.
Os ataques recentes contra cristãos não são os únicos que têm ocorrido nas últimas semanas. Em outra igreja, em 03 de agosto, centenas de simpatizantes de Morsi rodearam uma igreja em Sohag e fixaram uma bandeira da Al-Qaeda na igreja. No mesmo dia, a cidade de Menia teve mais de 50 lojas e casas pertencentes a cristãos coptas queimadas e saqueadas por muçulmanos radicais. Mais de 20 pessoas ficaram feridas nos ataques.
Em julho, dois cristãos foram mortos em áreas do norte da Península do Sinai. Em 18 de julho, duas igrejas foram atacadas durante o funeral de dois membros da irmandade muçulmana. Na província de Luxor, o recém-nomeado chefe de polícia é suspeito de ignorar uma denúncia onde quatro cristãos foram assassinados.
Nossos irmãos egípcios pedem orações. A Voz dos Mártires está acompanhando de perto toda situação no Egito e, quando necessário, prestará ajuda.
Fonte: http://www.vozdosmartires.com.br/egito-os-ataques-nao-param/
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