segunda-feira, 8 de março de 2010

Posted by Tamu Junto On 17:11

Pelo menos seis membros da minoria cristã copta e uma autoridade do setor de segurança foram mortos a tiros em frente a uma igreja na cidade de Naj Hammadi, no sul do Egito.

Os disparos foram feitos de um carro que passava em frente à igreja da cidade depois da missa de celebração do Natal ortodoxo, celebrado na meia-noite de quarta-feira. Os fiéis atingidos estavam saindo da igreja.

Autoridades egípcias suspeitam que o ataque teria sido foi uma retaliação ao estupro de uma menina muçulmana de 12 anos por um homem cristão, que ocorreu na cidade em novembro de 2009.

Na ocasião, a cidade foi palco de uma onda de violência que durou vários dias. Propriedades de cristão foram danificadas e incendiadas.

Ameaças

O bispo Kirollos, da igreja atingida pelos tiros, afirmou que foram feitas ameaças dias antes da missa e que, por isso, ele decidiu encerrar a celebração uma hora antes do previsto.

Kirollos afirmou que deixou a igreja minutos antes dos ataque, pela porta dos fundos, mas ainda ouviu o barulho do ataque e tiros de metralhadora.

Dois muçulmanos que passavam pelo local no momento do ataque estariam entre as dez pessoas que ficaram feridas.

Naj Hammadi fica a 64 quilômetros de Luxor, a maior cidade do sul do Egito.

De acordo com a correspondente da BBC no Cairo Yolande Knell, episódios de tensão entre muçulmanos e cristãos não são novidade no Egito. Os cristãos compõem cerca de 10% da população de 80 milhões de pessoas do país, particularmente nas regiões mais pobres e conservadoras no interior.

Alguns coptas afirmam que outros ataques contra a minoria cristã não foram punidos ou receberam sentenças leves.

A maioria dos cristãos egípcios são coptas. A Igreja Ortodoxa Copta foi fundada em meados do século 1 e têm hoje, cerca de 16 milhões de fiéis, a grande maioria deles no Egito.

A igreja se separou da Igreja Ortodoxa Oriental e da Igreja Católica Romana em 451 d.C..

Para mais notícias, visite o site da BBC Brasil

© British Broadcasting Corporation 2006. Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem a autorização por escrito da BBC BRASIL.

Posted by Tamu Junto On 17:08

AClassificação de países por perseguição é uma lista na qual os países são classificados segundo o grau de intolerância para com o cristianismo. Seu objetivo é informar a reação dos países ao evangelho e acompanhar aqueles em que a perseguição está se tornando mais intensa.

O Afeganistão ocupa a 6ª posição na
Classificação. Ser cristão nesse país ainda é difícil, em particular porque a Constituição é baseada em princípios Islâmicos. Além disso, o islamismo é a religião estatal e as leis não podem contradizer essas crenças religiosas.

O ano de 2009 foi duro para a Igreja, uma vez que o islamismo aumentou sua influência com a expansão do Talebã em muitas províncias. O Talebã ameaçou imigrantes, agentes sociais cristãos e a igreja local.

A pressão da família e da sociedade é ainda imensa. Quem não esconde sua conversão ao cristianismo é ameaçado até de morte pelos parentes. As ameaças têm o objetivo de trazer angústia, medo e de forçá-los a renunciar a nova fé. Em alguns casos, os novos recém-convertidos são hostilizados e há casos de sequestro. Além disso, eles enfrentam discriminação na escola, no trabalho e nos serviços públicos. Consequentemente, muitos preferem não expressar publicamente sua fé em Cristo, nem se sentem seguros para se reunir com outros irmãos.

As informações que recolhemos não indicaram assassinatos religiosos. Apesar de toda a dificuldade, a Igreja está crescendo no Afeganistão.
Pedidos de oração

1. Ore pelo povo afegão, em especial pelas crianças. Que elas cresçam em um ambiente pacífico, e tenham oportunidades de estudar.

3. Agradeça pela tradução da Bíblia em dari. Que muitos afegãos tenham condições de adquirir um exemplar das Escrituras para si.

4. Ore pelas eleições governamentais do país e pelo futuro líder. Que ele seja um instrumento de Deus para trazer paz ao seu povo
Posted by Tamu Junto On 17:00

Saiba mais sobre a Igreja Perseguida na NigériaNIGÉRIA (27º) - O ataque de muçulmanos da etnia fulani contra cristãos da etnia berom neste domingo, perto de Jos, no norte da Nigéria, deixou ao menos 500 mortos, segundo balanço informado pelo porta-voz do governo do Estado de Plateau, Gregory Yenlong.

O ataque é o mais recente episódio do confronto étnico-religioso na região, que opõe cristãos e animistas a pastores muçulmanos fulanis na disputa pela exploração de terras de cultivo.

Armados com revólveres, metralhadoras e machados, pastores muçulmanos da etnia fulani invadiram casas das cidades de Dogo Na Hauwa, Ratsat e Jeji neste domingo e mataram todos que encontraram pela frente.

em apenas três horas, ao menos 500 pessoas, entre elas muitas mulheres e crianças, foram mortas e queimadas, segundo testemunhas, que descrevem cenas de horror e violência.

Mais de 500 pessoas foram mortas neste ato abominável perpetrado por muçulmanos fulanis", disse Dan Majang, responsável pela comunicação do Estado de Plateau, citado pela agência de notícias France Presse.

Majang disse ainda que 95 pessoas foram detidas depois do ataque.

A hipótese das autoridades é de que o massacre, ocorrido a menos de 2 quilômetros da casa do governador de Plateau, Jonah Jang, tenha sido resposta aos confrontos religiosos de janeiro passado --que deixaram 326 mortos. O incidente foi considerado pelos membros da etnia fulani uma ação organizada dos cristãos para assassinar muçulmanos.

O governo de Plateau anunciou um funeral coletivo para as vítimas. O presidente interino da Nigéria, Goodluck Jonathan, se reuniu com as agências de segurança do Estado e afirmou que os soldados estão em alerta vermelho.

O massacre aconteceu mesmo com a imposição de um toque de recolher, que vigora na região das 18h às 6h desde janeiro passado.

Os conflitos envolvendo cristãos e muçulmanos na Nigéria deixaram mais de 12 mil mortos desde 1999, quando foi implantada a sharia (lei islâmica) em 12 Estados do norte do país.

Relato


Peter Gyang, morador de Dogo Nahawa, a aldeia mais afetada, perdeu sua mulher e dois filhos no ataque. "Eles fizeram disparos para assustar as pessoas e logo as mataram a machadadas", disse ele a jornalistas.

O ataque começou aproximadamente às 3h e durou até às 6h. Não vimos nenhum policial", disse.

Shamaki Gad Peter, responsável por uma organização defensora dos direitos humanos em Jos, disse que o ataque era "aparentemente" coordenado. "Os criminosos lançaram ataques de forma simultânea. Muitas casas foram queimadas", disse Peter, depois de visitar três aldeias.

O nível de destruição é enorme", completou.

Moradores citados pelo jornal "The Guardian" disseram que centenas de corpos ainda estavam nas ruas neste domingo, horas após o ataque.

Testemunhas citadas pelo jornal "The Nation" disseram que os criminosos eram entre 300 e 500.

Com Efe e France Presse

8/3/2010 - 11h34